No grupo da morte, a Costa Rica se salvou

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Azzurra se complica, e decide a vaga em decisão contra o Uruguai


Quando os grupos foram sorteados, nem o costa-riquenho mais otimista fomentava qualquer expectativa. A chave da morte, três campeões mundiais e a seleção da América Central. Passar de fase, era um sonho. E o sonho, se tornou real. Um time organizado dentro de campo, com jovens talentos, somados com experiência, e um bom comando. Quem diria que a Costa Rica se classificaria com uma rodada de antecipação, vencendo Uruguai e Itália, e fechando a primeira fase com a já eliminada Inglaterra?

A tetra-campeã do mundo sofre com mais um pesadelo. A Itália pode repetir a participação da última Copa, se cair logo na primeira fase.  A terceira rodada é logo um mata-mata com a celeste olímpica, e quem perder, arruma as malas e volta pra casa. Ainda há chances de ficar novamente no último lugar do seu grupo, caso a Inglaterra vença, e a seleção italiana seja derrotada.

A partida desta quinta-feira, mostrou que a Azzurra terá de se superar muito para tentar chegar longe nessa Copa. A Costa Rica procurou centralizar o jogo, e viu que seu adversários não tinham alternativas para superar sua forte marcação. Jogando com três zagueiros e dois volantes, que davam segurança para que seus alas avançassem. Bolaños, Campbell e Ruiz conseguiam se sobressair perante a defesa italiana, com a colaboração dos volantes que também atacavam. Borges ficou na cola de Pirlo, durante os 90 minutos, e acabou cansando seu oponente.

A Itália não conseguia atacar pelas pontas. A entrada de Abate no lugar de Paletta, e o recuo de Chiellini para a zaga, não surtiu efeito. Além de não chegar a linha de fundo, o lateral esquerdo do Milan deixava espaços em sua retaguarda. Candreva e Marchisio não apareceram. A alternativa era jogar a bola para que a referência na frente, Mario Balotelli, resolvesse. O atacante perdeu duas ótimas chances, que no final fizeram falta.

O único gol do jogo, foi em um lance cercado de emoção. Em menos de dois minutos, Jorge Luis Pinto foi da indignação a explosão de alegria do gol na beira do campo. Campbell foi derrubado por Chiellini na área, mas o árbitro Enrique Osses, deixa o jogo rolar. A jogada segue, a Costa Rica recupera a bola, Díaz cruza na cabeça de Ruiz e... Mais uma vez, a tecnologia precisou ser acionada. Sorte do futebol. Aos 43 minutos, 1 a 0.


Bryan Ruiz, autor do gol histórico (Foto: Ronaldo Schemidt/AFP)

A Itália não se desesperou, mas também não procurou sair do cadeado montado pelos costa-riquenhos. Pirlo estava sufocado, sem auxílio dos meias laterais. Logo na volta do intervalo, Cassano substituiu Thiago Motta para tentar jogar próximo a Balotelli. Não funcionou. Os dois sumiram durante o segundo tempo. Com 11 minutos, Insigne substituiu Candreva, e a Esquadra voltou a ameaçar, mas com efeito imediato.

Na última sacada de Prandelli, Marchisio deu lugar a Cerci. De nada adiantou. As jogadas permaneceram na meiuca, previsíveis para a Costa Rica. A posse de bola não era objetiva, apenas com toques laterais buscando espaço, assim como na maior parte da estreia contra a Inglaterra. A disciplina tática da Costa Rica durou o jogo todo, cozinhando os italianos no fim do jogo.

Cassano em um dos seus poucos momentos com a bola durante a partida (Foto: Emmanuel Dunand/AFP)

Uma das maiores surpresas da história das Copas. Três campeãs mundiais (além da Espanha, como você pode conferir aqui) estão eliminadas. A terceira seleção, será decidida nesta terça-feira, dia 24, as 13h00, na Arena das Dunas em Natal. A Azzurra deve ir a campo com mais raça se ainda quiser brigar pelo título. Os contra-ataques uruguaios podem decidir o jogo. Para não repetir o mesmo desastre de quatro anos atrás, a Itália joga a vida na Copa das Copas e a reputação como uma das grandes seleções do futebol mundial.

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