Punição (muito) exagerada, mas não esconde o erro de Suárez

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Texto de: Gabriel Panice

Como todos sabem, o atacante uruguaio Luis Suárez pegou um gancho pesado da FIFA. Após morder Chiellini, da Itália, o atleta não atua mais durante essa Copa. Nove jogos oficiais com a seleção, quatro meses fora de qualquer atividade relacionada ao futebol, além de uma multa de 100 mil francos suíços.

Pena pesada e inédita na história das Copas. Exagerada, claro. Suárez fica proibido inclusive de pisar em estádios durante a Copa, sua credencial foi confiscada e ele já retornou a Montevidéu. Injusto. Como um jogador não pode sequer acompanhar seus conterrâneos disputando uma Copa??

Não se pode esquecer que é a terceira mordida de Suárez. Já havia mordido Bakkal, em 2010 e, Ivanovic, em 2013. Além do famoso caso de racismo. Óbvio que o passado pesou. Não se pode defender Suárez quanto as suas atitudes. Enorme jogador, pessoa questionável. Mas ficar quatro meses sem poder exercer sua profissão é justo?

O próprio Chiellini questiona a pena exagerada imposta a Suárez. Em comunicado diz que a pena é alienante e se solidariza com o companheiro de profissão, impedido de exercê-la por quatro longos meses. 

Mas talvez, com essa punição, Suárez aprenda de uma vez por todas que vivemos em sociedade e que certas atitudes são condenáveis. Morder colegas em campo é uma delas. Repito, essas atitudes não condizem com o grandíssimo jogador que é, e que fará muita falta ao Uruguai. Uma atitude imbecil e impensada praticamente tira a possibilidade do Uruguai repetir 1950. Uma pena.

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