Por um futuro melhor

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Texto de: Augusto Travensolli

Sou daquele menino que nasceu apaixonado pelo futebol. Desde pequeno eu incomodava meu pai, chutando a bola e ficava maravilhado a cada gol que fazia entre os chinelos que improvisava para brincar. Mas porque eu cresci assim? Não sei, mas grande parte dessa paixão e amor se deve ao orgulho de ver a seleção de meu país vencendo duas Copas do Mundo, sempre sendo soberana e respeitada. Mas, e agora? E agora José? O que vamos contar para os nossos filhos, para as futuras gerações? Aqueles menininhos que falavam em um comercial ‘Joga pra mim’. É, o orgulho foi ferido e com sete dolorosos golpes.

Nunca em uma Copa do Mundo fiquei tão empolgado para ver, talvez por ser essa a que eu mais entenda e saiba que tudo tem um porquê. Mas é a Copa das Copas, a Copa do Mundo em meu país, a nação do Futebol, terra de Garrincha, Pelé, Ronaldo, Romário, Bebeto, Pepe, Rivaldo, Carlos Alberto Torres, Cafú, terra que é apaixonada pelo esporte e que se acostumou a ser soberana no futebol. Soberania essa que foi abalada ao chão, após o massacre alemão.

Durante o período que antecedia o mundial, eu ficava na expectativa e na torcida pela vitória do Brasil. Não só por vencer e manter a hegemonia no futebol, mas também para recuperarmos o orgulho de ser brasileiro, de sair nas ruas com a camisa do Brasil. O orgulho de dizer para os nossos filhos que vimos Neymar, Ronaldo e Romário. Além disso de ter tranquilidade de formar uma geração de brasileiros, apaixonados pelo Brasil.

O futebol sempre foi a nossa alegria, e ver o Brasil perdendo assim é como presenciar o fim de uma era, o fim de um império. A última terça-feira foi um dia em que deu tudo errado, a Alemanha soube bem como dar quatro duros golpes, sem nos dar chances de recuperação. Ontem, venceu a frieza sobre a emoção. Não que os alemães sejam imunes ao peso de uma decisão, mas sempre fomos uma avalanche de sentimentos. E com um time tecnicamente superior, foi fatal.

Agora é juntar os cacos para chegar a Rússia, mostrando que nós podemos, nós queremos, não somos o Brasil da Copa de 2014, e sim o futebol pentacampeão mundial. Vamos parar de derrotismo e de criticar nosso país. Poxa vida, o Brasil tem mil defeitos, mas somos um povo feliz, batalhador, guerreiro e que não desiste nunca. Vamos fazer um Campeonato Nacional digno dos anos 90, com finais memoráveis de Maracanã lotado. Vamos parar de torcer apenas no Facebook e apoiar o time no estádio, vamos pra cima. O show tem que continuar, 2018 é logo ali. Só não podemos queimar essa geração toda, mudanças são necessárias, mas sem um radicalismo total. E que em 2018, com a ousadia e alegria de Neymar, possamos finalmente recuperar esse ego, amém.

Augusto Travensolli é jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). É assessor de imprensa da Prefeitura Municipal de Irati-PR, colaborador no www.boatos.org e, claro, apaixonado pelo esporte jogado pelos pés - do futebol de botão ao dos gramados de todo o mundo.

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